A noite de hoje foi de festa, a tripulação preparou uma noite egípcia, com comida local para o jantar e um convívio no bar com música, jogos e muita dança. Mas já lá vamos… Primeiro quero contar-vos o que visitámos hoje.
Passando esta entrada, encontrámos um pátio com colunas e duas salas hipostilas. As oferendas para os deuses eram guardadas nestas salas até ao momento da oferta.
À tarde atracamos em Kom Ombo, a cerca de 160 km a sul de Luxor. Na margem do Nilo, com o cair do sol, a visita ao Templo dedicado aos deuses Horus e Sobek. O edifício tem duas entradas, duas salas e dois santuários. Osama, o nosso guia, disse-nos que tinha sido ali que tinham morrido Marco António e Cleópatra, e que numa das paredes ainda se podia ver os relevos da governante.
Aproximei-me da imagem para tirar algumas fotografias. Aí, estava um outro guia a explicar que se tratava de Cleópatra IV e não Cleópatra VII. Convictos de que os dois amantes se tinham suicidado em Alexandria, e já um pouco descrentes da validade das informações do Osama, preferimos acreditar no outro guia.
Quando regressámos ao barco, passámos no “pronto-a-vestir” local para comprarmos os nossos trajes para a noite egípcia. Ao jantar tivemos direito a uma ementa mais diversificada que o habitual. No entanto, a gastronomia egípcia não nos convenceu. Agradou-me o pão aish (relativamente parecido com o pão de pita), a sopa de lentilhas, o frango assado (firakh). Para acompanhamentos tínhamos sempre arroz, pickles, hummus (puré de favas), saladas diversas mas nas quais não toco, com medo dos famosos problemas gástricos do Nilo. Um dos conselhos mais comuns para quem faz esta viagem é que não beba água “da torneira”, apenas engarrafada, e que não coma produtos não cozinhados, como fruta ou salada.
Depois do jantar subimos aos quartos onde nos fomos “mascarar”. Vesti o meu mais recente traje, uma jilaba branca com bordados azuis, tentei imitar o melhor que pude a maquilhagem egípcia, de traços fortes e carregados, e coloquei o meu lenço (com estilo berbere, o único que sei fazer). O P vestiu a sua jilaba, parecida com a minha mas com bordados brancos, pôs o lenço, também ao estilo berbere, e fomos para o bar. A Irene não estava com muita vontade de se mascarar mas lá a conseguimos convencer e, ainda bem, pois estava muito bonita.Quando chegamos estavam a fazer um jogo ao som de música. Alinhámos de imediato. Havia várias pessoas na pista e, quando paravam a música, diziam um número. Nesse momento tínhamos que nos reunir de forma a atingir esse número de pessoas, nem mais nem menos! Com muita batotice à mistura, por parte de todos, a final acabou por ser disputada por mim, pela Irene e pelo jovem Marti, sobrinho da Maria Angélles. Quando a música parou ouviu-se o número dois, afastei-me para que continuassem Irene e Marti. Só alguns segundos mais tarde percebi que eu é que tinha ganho.
O prémio foi uma bebida, cujos ingredientes desconheço. Também não me preocupei com isso, limitei-me a disfrutar o momento. Seguiu-se outro jogo, e depois uma noite de muita música e dança. O Pedro e o Martí fizeram furor!! O Pedro com os seus originais movimentos e o Marti com uma energia inesgotável. Foi muito divertido mas agora tivemos que voltar para quarto, o despertar vai ser às 2h45. Aguarda-nos a grande visita a Abu Simbel, uma excursão cara, que nos custou cem euros por pessoa, mas – esperamos - inesquecível.
Los movimientos de baile de Pedro són tan míticos que he decidido abrir una escuela de danza para enseñarlos. Jajajaja!! LA verdad es que nos lo pasamos muy bien porque lo importante es divertirse, saltar y reir. De hecho, cuando pienso en Pedro, me lo imagino riendo y bailando, que risa!!!
ResponderEliminarCuando pueda os escribo que tengo muuuucho trabajo. Un saludo a los 2.
É verdade. Os meus alunos sempre me elogiaram os passos de dança, o sorriso e a beleza deslumbrante. É claro, todas estas minhas características são realçadas pela profunda modéstia que as acompanha.
ResponderEliminarUm abraço para ambos e beijinhos da Catarina,
Pedro