segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Dia 7- Catarina e Pedro

Hoje é o nosso últmo dia de cruzeiro e, por isso, decidimos não sair. Acabou por ser um dia bastante bom, com sol, piscina e a fantástica companhia do Martí e da Irene.
Aproveitei para tirar umas fotografias ao Orquestra e ao Nilo.







Ao final da tarde, as cores do Nilo são quentes e despertam uma certa nostalgia. Apesar de estar ansiosa para conhecer o Mar Vermelho, pensar que este é o meu último pôr-do-sol do Nilo faz-me sentir que terei muitas saudades dele em breve. O melhor a fazer é desfrutá-lo enquanto posso.






À noite houve uma festa no bar com dois dançarinos. A primeira, uma dançarina do ventre que, por acaso, não era muito atraente, começou a chamar os turistas para a pista de dança, eu e a Irene fizemo-nos de desentendidas. Outras pessoas acederam e, no final, houve quase uma batalha de dança entre a bailarina e uma turista. A julgar pela forma como a dançarina saiu da sala - a correr e a chorar - julgo poder dizer que a segunda ganhou. Falamos com ela mais tarde, tratava-se de uma espanhola que vivia em Lisboa e nunca tinha dançado. De facto, a outra não era grande profisional.
Depois desta cena um pouco triste seguiu-se um bailarino de Tarouna, dança folclórica egípcia. É estonteante. Fica aqui uma amostra dessa dança.

domingo, 5 de setembro de 2010

Dia 6 - Catarina e Pedro

Nesta altura o nosso grupo somos nós os quatro. Também já não temos o Osama e as suas excursões a perfumarias e lojas de alabrastro. O dia era completamente nosso e pudémos fazer o que bem nos apetecesse. Fizemos umas pesquisas para ver que visitas podiamos fazer por nossa conta e, honestamente, não podíamos ter escolhido melhor. Ilha de Philae, uma pequena ilha perdida no Nilo, com encanto indescitível.
Apanhámos um táxi, depois de bem negociado, e fomos em direcção ao porto, onde apanhámos um pequeno barco para a ilha. A sua beleza emerge à medida que nos aproximamos, um Templo meio escondido entre a vegetação, espelhado nas águas calmas do Nilo.








Quando chegámos, uma simpática família Nigeriana, que tinha como hobbie a egiptologia, "acolheu-nos" e partilhou o seu guia connosco. Muito melhor que o Osama!!!
A Ilha de Philae foi um centro de peregrinação até meados da era cristã.
Entrámos pelo Pavilhão de Nectanebo II, pátio que nos levou até ao Templo de Ísis, cuja construção começou no período Ptolomaico.
A Oest encontrámos a porta de Adriano, onde estão inscritos os últimos hieróglifos do Egito.
Neste complexo, existem ainda o pequeno Templo de Hátor e o Pavilhão de Trajano.



Um dia perfeito tem de terminar de forma perfeita e foi isso mesmo que aconteceu. À noite tivémos a melhor notícia que podiamos desejar naquele momento, no final do cruzeiro vamos partir juntos para Hurgahda, onde ficaremos no mesmo hotel!!! Que prazer continuar a partilhar a viagem com estas pessoas que, nesta altura, já as temos como bons amigos. A noite mereceu cerveja e uma animada conversa na cobertura do barco. Já me doiam os abdominais de tanto rir. Sem entrar em pormenores, Irene e Martí, temos que encontrar aquele bar em Madrid! 

sábado, 4 de setembro de 2010

Dia 5 - Catarina e Pedro

Hoje já me sinto muito, contudo preferi ficar no barco... O nosso grupo foi-se embora esta madrugada e ficámos apenas nós os quatro. Vou sentir saudades de algumas pessoas com as quais falei mais mas, a verdade, é que se tivesse que escolher alguém para continuar esta jornada connosco seria este casal fantástico, Irene e Martí.
São um pouco mais novos que nós mas são pessoas muito interessntes. A conversa nunca se esgota... A Irene é um pouco mais reservada, já o Martí, tal como eu, não se cala. São muito bem dispostos e sinto que podemos falar sobre qualquer coisa. Eu estou a aproveitar para melhorar o meu castelhano, mas também já aprendi uma ou outra expressão catalã. E fico contente por eles estarem também a aprender um pouco de português.
Ao final da tarde fomos ao mercado de Assuão, onde fizemos algumas compras para trazer para Portugal. No mercado tivemos alguns dissbores, quando algum dos quatro se mostrava desinteressado em algum comprador, começavam a dizer bem de Franco, o que era muito ofensivo, especialmente para os nossos amigos. Apesar de tudo, lá conseguimos fazer as nossas compras e voltar para o barco em segurança.

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Dia 4 - Catarina e Pedro

Os dias no Egipto têm sido de constante descoberta e o de hoje não foi diferente. O país é conhecido pela imponente arqueologia, pelas férteis margens do Nilo, mas não só. Os problemas gástricos nesta terra também são famosos e dignos de registo em todos os guias turísticos. Hoje compreendo a sua fama!
Ainda não eram quatro da manhã quando partimos de autocarro para a tão esperada visita a Abu Simbel. De almofada numa mão e uma caixa com alguns snacks na outra, o único desconforto que sentia era apenas o sono. Mas não foi necessária uma hora sequer para que a situação mudasse. As fortes cólicas foram o primeiro sinal de que algo não estava bem. Felizmente o autocarro tinha casa de banho. Seguiram-se os enjoos e a sensação de febre. Perdi a conta às coca-colas que bebi hoje e até mesmo aos comprimidos que tomei. Os primeiros três tomei-os ainda no autocarro, deu-mos o Fernando, um Canário que está no nosso grupo. Depois, no barco, o Pedro foi à recepção explicar os meus sintomas, e forneceram-lhe mais alguns de outras duas variedades. Fiz a minha primeira refeição do dia a apenas alguns minutos – pão com banana. Foram necessárias três horas e meia para que trouxessem comida até ao quarto. O Pedro, que não foi jantar para poder ficar comigo, também estava cheio de fome. Se calhar continua com alguma, a espera foi longa e não trouxeram queijo para ele poder fazer uma sandes. Tal como eu, esta noite fez uma dieta de pão e banana.
Para mim este dia foi de grande violência física. No Nilo, estes problemas são, de facto, muito mais severos que qualquer outro que já tenha tido desta natureza. Estou convencida que a origem deste “mal-estar” foi a bebida que ganhei ontem à noite. Não me recordo, mas provavelmente tinha gelo – “fruto proibido” nestas paragens.
Mas apesar do desconforto lá fui visitar Abu Simbel e ainda bem que o fiz. É uma visão impressionante.
O Grande Templo, dedicado a Ramsés II, é-nos apresentado com quatro colossos do faraó sentado. É intimidante! Esta fachada tem 33 metros de altura. A monumentalidade mantém-se no interior, com uma sala com estatuária de Ramsés II divinizado e um santuário onde o faraó se senta ao lado dos deuses Amon-Rá, Ptah e Rá-Harakhty.
O governante mandou construir ao lado do Grande Templo um outro, um pouco mais comedido, para a sua esposa favorita, Nefertari. Na fachada existem seis estátuas, três de cada lado da porta, Nefertari ao meio e Ramsés nas extremidades.
A posição geográfica do complexo já não é a original. Há 50 anos, a UNESCO transferiu os templos, para evitar que fossem submersos com a construção da Grande Barragem. Encontram-se agora num penhasco artificial, a pouco mais de 200 metros da posição original.
Depois do complexo de Abu Simbel, fomos ver a Barragem, onde começa o lago Nasser, o maior lago artificial do mundo.


No regresso para Assuão, ainda parámos para ir visitar o Obelisco Inacabado e uma perfumaria (mais uma loja onde o Osama tem comissão), mas nessa altura já não me sentia capaz de sair do autocarro. O Pedro ainda foi ver o Obelisco.
Quando chegámos ao barco vim para o quarto e ainda não consegui sair. Lamento não me poder despedir do nosso grupo que parte para casa esta madrugada. A partir de amanhã somos apenas nós os quatro. Vamos subir o Nilo de regresso a Luxor e depois vamos para Hurgada. Espero que a Irene e o Marti fiquem no nosso hotel, têm sido excelentes companheiros de viagem.

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Dia 3 - Catarina e Pedro

A noite de hoje foi de festa, a tripulação preparou uma noite egípcia, com comida local para o jantar e um convívio no bar com música, jogos e muita dança. Mas já lá vamos… Primeiro quero contar-vos o que visitámos hoje.
Às sete partimos em direcção ao Templo de Edfu. Este monumento, cuja construção começou em 237 a.C., fica sensivelmente a meio caminho entre Luxor e Assuão. O primeiro pilone, de 36 metros de altura, está decorado com cenas de Ptolomeu XII a derrotar os seus inimigos, tendo como testemunhas os deuses Horus e Hátor.
Passando esta entrada, encontrámos um pátio com colunas e duas salas hipostilas. As oferendas para os deuses eram guardadas nestas salas até ao momento da oferta.






À tarde atracamos em Kom Ombo, a cerca de 160 km a sul de Luxor. Na margem do Nilo, com o cair do sol, a visita ao Templo dedicado aos deuses Horus e Sobek. O edifício tem duas entradas, duas salas e dois santuários. Osama, o nosso guia, disse-nos que tinha sido ali que tinham morrido Marco António e Cleópatra, e que numa das paredes ainda se podia ver os relevos da governante.
Aproximei-me da imagem para tirar algumas fotografias. Aí, estava um outro guia a explicar que se tratava de Cleópatra IV e não Cleópatra VII. Convictos de que os dois amantes se tinham suicidado em Alexandria, e já um pouco descrentes da validade das informações do Osama, preferimos acreditar no outro guia.




 









 
Quando regressámos ao barco, passámos no “pronto-a-vestir” local para comprarmos os nossos trajes para a noite egípcia. Ao jantar tivemos direito a uma ementa mais diversificada que o habitual. No entanto, a gastronomia egípcia não nos convenceu. Agradou-me o pão aish (relativamente parecido com o pão de pita), a sopa de lentilhas, o frango assado (firakh). Para acompanhamentos tínhamos sempre arroz, pickles, hummus (puré de favas), saladas diversas mas nas quais não toco, com medo dos famosos problemas gástricos do Nilo. Um dos conselhos mais comuns para quem faz esta viagem é que não beba água “da torneira”, apenas engarrafada, e que não coma produtos não cozinhados, como fruta ou salada.
Depois do jantar subimos aos quartos onde nos fomos “mascarar”. Vesti o meu mais recente traje, uma jilaba branca com bordados azuis, tentei imitar o melhor que pude a maquilhagem egípcia, de traços fortes e carregados, e coloquei o meu lenço (com estilo berbere, o único que sei fazer). O P vestiu a sua jilaba, parecida com a minha mas com bordados brancos, pôs o lenço, também ao estilo berbere, e fomos para o bar. A Irene não estava com muita vontade de se mascarar mas lá a conseguimos convencer e, ainda bem, pois estava muito bonita.

Quando chegamos estavam a fazer um jogo ao som de música. Alinhámos de imediato. Havia várias pessoas na pista e, quando paravam a música, diziam um número. Nesse momento tínhamos que nos reunir de forma a atingir esse número de pessoas, nem mais nem menos! Com muita batotice à mistura, por parte de todos, a final acabou por ser disputada por mim, pela Irene e pelo jovem Marti, sobrinho da Maria Angélles. Quando a música parou ouviu-se o número dois, afastei-me para que continuassem Irene e Marti. Só alguns segundos mais tarde percebi que eu é que tinha ganho.


O prémio foi uma bebida, cujos ingredientes desconheço. Também não me preocupei com isso, limitei-me a disfrutar o momento. Seguiu-se outro jogo, e depois uma noite de muita música e dança. O Pedro e o Martí fizeram furor!! O Pedro com os seus originais movimentos e o Marti com uma energia inesgotável.

Foi muito divertido mas agora tivemos que voltar para quarto, o despertar vai ser às 2h45. Aguarda-nos a grande visita a Abu Simbel, uma excursão cara, que nos custou cem euros por pessoa, mas – esperamos - inesquecível.

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Dia 2 - Catarina e Pedro

O dia hoje começou cedo, às 4h45 da manhã (mais uma hora que em Portugal continental). Preparámo-nos, descemos ao último piso do barco para tomarmos o pequeno-almoço. Indicaram-nos a nossa mesa, era para quatro pessoas – para nós e os nossos “vizinhos da frente”, Marti e Irene, o jovem casal que tínhamos conhecido na noite anterior.
As caras de sono eram generalizadas, todos tínhamos dormido pouco e, não fossem as maravilhas que nos aguardavam nesse dia, a vontade era a de voltar para a cama.
Apanhámos o autocarro para fazermos a nossa primeira excursão da viagem. Primeiro destino: Colossos de Mémmon, duas estátuas de Amenhotep III enormes, de 18 metros cada.
Originalmente, estas serviam para guardar o templo funerário de Amenhotep, que terá sido posteriormente saqueado por outros faraós e destruído pelas cheias do Nilo.
No período romano as duas estátuas tornaram-se uma atracção turística, por uma delas sibilar ao nascer do sol. O fenómeno devia-se a danos provocados por um sismo no ano 27 a.C. Em 199 d.C. o Imperador Severo mandou restaurá-la e, desde então, Mémnon nunca mais “cantou”.

Partimos em direcção ao Templo da Rainha Hatsheput, em Deir-al-Bahir.
Um monumento impressionante pelo tamanho, parcialmente escavado na rocha, que fica na base de uma escarpa de calcário.
Foi descoberto no séc. XIX e ainda está a ser restaurado.
         

Atrás dessa montanha encontra-se um dos mais importantes sítios arqueológicos, o Vale dos Reis. Até ao momento, foram encontrados 65 túmulos. Nós tivemos a oportunidade de visitar três deles, o de Ramsés VI, o de Siptah e (sem certezas da minha parte) o da rainha Tawsert. Pensámos ainda em visitar o de Tutankhamon, mas o interior está totalmente “despido”, uma vez que se encontra no Museu do Cairo, e, por isso, não o fizemos.


Seguiu-se uma visita chata a uma loja “amiga” do Osama, o nosso guia. Tratava-se de uma loja de objectos de alabastro. Espreitámos a loja e saímos para fumar um cigarro. Cá fora estava um homem a martelar a pedra, convidou a sentar ao seu lado, no chão, e a fazer o mesmo que ele. Sentei-me a partir pedra, acabou por ser uma experiência divertida. No final ofereceu-me um escaravelho da sorte e uma ou duas amostras de alabastro. Ofereci-lhe um cigarro, agradeceu mas recusou pois estava em pleno Ramadão e só podia fumar depois de o sol se pôr.

Deixámos para trás a loja de alabastro e dirigimo-nos ao Templo de Luxor, que se encontra junto à margem oriental do Nilo, no centro da cidade. A entrada faz-se pela Avenida das Esfinges, que nos conduzem a um complexo de grandes colunatas. Dedicado à tríade tebana de Amon, Mut e Khonsu, o Templo foi inaugurado por Amenhotep III.

Seguimos para Karnak, um complexo majestoso, com o Templo de Amon, o rei dos deuses, a grande Sala Hipostila (suportada por 134 colunas), o colosso de Ramsés II e o Lago Sagrado.
Este espaço foi construído ao longo de 1300 anos e foi encontrado em meados do séc. XIX.
Às 13h00 voltámos para o barco, onde almoçámos e seguimos viagem. No final do almoço aprendemos uma lição, nunca deixar a sobremesa para o final da refeição. Depois de comermos fomos à procura das sobremesas mas já tinham desaparecido todas. A partir daí criámos uma nova rotina que se manteve até ao final da viagem, antes de começarmos a comer servíamo-nos de tudo o queríamos, da sopa às sobremesas, e só então nos sentávamos a comer. Esta rotina era partilhada pelos quatro.
Depois do almoço fomos para o quarto descansar, estas primeiras horas de cruzeiro assemelharam-se a um filme, a grande janela do quarto permite-nos observar a fantástica paisagem verde das margens que contrasta com o amarelo árido das montanhas logo atrás. Vamos para sul mas ainda não sei qual vai ser a próxima paragem. Para já limito-me a apreciar a vista com direito a esporádicas visitas de aves, cujos nomes desconheço e pescadores que ganham a vida nas águas do Nilo.
O Pedro adormeceu e eu estou à espera do sono para fazer o mesmo ou da digestão feita para me poder refrescar na piscina da cobertura.
Só uma nota antes de fechar, os túmulos do Vale dos Reis tinham um cheiro muito forte, para já não temos a certeza do que o provoca, talvez seja o cheiro da morte… Felizmente o Nilo cheira muito melhor.

1h00

O sono levou a melhor, a piscina terá que fica para outro dia. Acordei às 19h00, estivemos no bar com a Irene e o Marti e depois fomos jantar. Desta vez, já nos servimos das sobremesas antes de começarmos a comer, e que gulosos fomos!! No final ainda cantámos os Parabéns ao Néstor, um rapaz das Canárias, que está no nosso grupo.
Os nossos novos amigos são uns queridos, antes do jantar, sabendo que estávamos de Lua-de-mel e que tínhamos duas camas separadas, foram ajudar-nos a tirar o móvel entre elas e juntá-las. Agora já parece uma cama de casal!
As noites no Egipto estão fantásticas, quentes, com uma leve brisa, o que torna as espreguiçadeiras da cobertura num local esplêndido para terminar a noite. A noite de hoje foi nossa e do Nilo, um cenário idílico para uma lua-de-mel. Agora é hora de dormir, o despertar é daqui a cinco horas.

terça-feira, 31 de agosto de 2010

Dia 1 - Catarina e Pedro

Finalmente chegámos ao quarto. Partimos de Lisboa com destino ao Cairo às 14h45, uma viagem que levou mais de cinco horas a fazer. Felizmente havia conforto suficiente para dormir uma sesta, o que ajudou a esquecer um pouco a vontade de fumar. Ainda em Lisboa, houve tempo para um pouco de sol na esplanada do aeroporto e algumas fotografias que já denunciavam o entusiasmo pelas duas semanas que nos aguardavam.
Chegados ao Cairo, apanhámos um voo doméstico para Luxor, onde nos esperava um representante da Image Tours para nos levar até ao barco no qual iremos passar uma semana a fazer um cruzeiro no Nilo. Depois de distribuir quase todos os outros turistas, disse-nos, finalmente, que o nosso barco se chamava Orchestra.
Seguimos de autocarro em direcção ao rio, até que, depois de várias paragens com a finalidade de deixar outros turistas nos seus barcos, chegou finalmente a nossa vez. Saímos do autocarro, mas estranhámos o facto de o barco não ter o nome que nos tinha sido dito. Interrogámos o representante da agência que nos mandou entrar sem preocupações. Sem uma resposta clara, entrámos no dito barco, cujo nome já não me recordo. As interrogações foram aumentando à medida que caminhávamos. Saímos do primeiro barco que dava para a porta de entrada de um outro, e assim foi até chegarmos ao quarto barco, o MS Orchestra. Indicaram-nos o caminho para o nosso quarto, levaram as bagagens e pediram-nos que, de seguida, fôssemos ao bar para um breve encontro com o nosso guia.
Quando chegámos já estava um grupo à espera, apresentámo-nos e eles fizeram o mesmo. Éramos os únicos portugueses. Havia uma senhora magra, creio que a mais velha do grupo, de nome Maria Angeles, uma criança, que estava com ela, um moço que fazia lembrar o Isaac, do "Love Boat" e um jovem casal - Marti e Irene. Creio que havia mais gente mas estes foram o que me ficaram na memória. O guia, Osama, que chegou pouco depois, era um egípcio um pouco mais gordo do que o normal e falava em castelhano. Ofereceram-nos uma bebida de boas vindas e o Osama fez uma breve explicação do que íamos fazer no dia seguinte. Já não tínhamos muito tempo para descansar, informaram-nos que a alvorada era às 4h45 da manhã para, uma hora depois, fazermos a nossa primeira excursão. Pareceu-me exagerado o tempo que nos davam para nos prepararmos antes da partida. Não precisava de uma hora para me arranjar e tomar o pequeno-almoço. Opinião partilhada pelo Marti que, enquanto subíamos as escadas em direcção aos quartos, ouvi dizer à Irene que bastava que o acordassem com meia hora de antecedência.
O quarto deles era mesmo em frente ao nosso, no último andar do barco. Despedimo-nos e cada um entrou no seu.
O quarto, assim como o barco, tem um imenso charme e encanto, só é de lamentar que na nossa lua-de-mel tenhamos duas camas de solteiro separadas por uma mesinha de cabeceira e não se possa fumar. Tirando isso, o MS Orchestra promete.
Agora vou tentar dormir, daqui a duas horas vêm acordar-nos para a nossa primeira excursão.